segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Como não falar de Política?




Nosso país vive grave crise política e institucional. Difícil não falar sobre isso, já que tal fato se encontra no cerne da vida do Estado.


Não há Estado de Direito sem órgãos hígidos internamente e sem políticos éticos. Sem isso, temos um simulacro de Estado de Direito, temos um simulacro de Democracia. Isso porque a realização prática dos Direitos na esfera política se reduz a mera aparência, aplicada pontualmente ao vil prazer de quem detém o poder. Quer dizer, um Estado absolutista disfarçado, onde o poder está acima dos direitos, e os cidadãos se tornam súditos servientes abaixo da vontade do Estado, quer dizer, ainda, que o Estado já não é um instrumento do bem-estar dos cidadãos, mas um instrumento de poder nas mãos de uma casta.


Não há lugar, num Estado de Direito, para intangibilidades. 


Num Estado de Direito não há reis-Sois, não há lugar para Déspotas Esclarecidos; num Estado de Direito, sim, o Rei pode errar e deve ser investigado e responsabilizado pelos seus erros. Num Estado de Direito não há lugar para vontades particulares ou de partidos moldando as leis conforme seus interesses escusos. 


Sendo assim, já não temos Estado de Direito, temos absolutismo hipocritamente demagógico e somos, todos, seus Vassalos, ou melhor, os servos da gleba brasil (sim, já um 'brasil' minúsculo).

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