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Mostrando postagens de Agosto, 2015

O ser e o nunca ser mesmo sendo o que não se é

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Há quem é pai, há quem é pai duas vezes, há quem, mesmo sendo pai, jamais o será, assim como há quem, nunca sendo, o seja.
Assim como há quem é filho, e há os que jamais o serão, mesmo tendo um pai. 
Há também quem é filho daqueles que jamais foram pais, mesmo sendo pais de fato.
E há os que jamais serão filhos, mesmo tendo pais, seja qual natureza for.
Nunca ser algo, mesmo sendo o que não se é, se torna comum.
Sem a germinação da semente da paternidade ou da filiação, jamais se será pai ou filho, ainda que se gere um, ainda que se seja gerado.
Ser pai está nas entranhas da humanidade daqueles que geram no coração, mesmo jamais tendo gerado na carne, e há filhos que acolhem os pais, mesmo jamais conhecendo quem os tenha gerado de fato.
Quem quer ser pai, e quem quer ser filho?
Deixa ‘eu’ ser, hoje, teu pai? Deixa ‘eu’ ser, hoje, teu filho?




A participação política, a Mobilização da sociedade e Norberto Bobbio

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A participação política, a Mobilização da sociedade e Norberto Bobbio
Ao contrário do referido por Norberto Bobbio, as manifestações de protesto e marchas, não podem ser subestimadas como meios de participação política. Acreditamos que o renomado jurista está pressupondo uma realidade cujas condições normais de democracia levam a tal raciocínio, mas tal normalidade democrática e política, hoje, não é a realidade do Brasil. Explico.
No Brasil os Poderes do Estado estão flagrantemente aparelhados, de forma a manter um esquema de poder e irresponsabilidade inalterados, onde o partido dos trabalhadores e seus membros, há 12 anos no poder, não é alcançado pela responsabilização, principalmente o Chefe de Estado.
Todos os meios estabelecidos pela ordem jurídica para buscar a responsabilização de algum agente político culmina na ou na Cúpula do Judiciário, cuja maioria é composta por membros colocados pelo partido dominante, inclusive o próprio tribunal superior eleitoral, ou culmina no Legi…

Como não falar de Política?

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Nosso país vive grave crise política e institucional. Difícil não falar sobre isso, já que tal fato se encontra no cerne da vida do Estado.

Não há Estado de Direito sem órgãos hígidos internamente e sem políticos éticos. Sem isso, temos um simulacro de Estado de Direito, temos um simulacro de Democracia. Isso porque a realização prática dos Direitos na esfera política se reduz a mera aparência, aplicada pontualmente ao vil prazer de quem detém o poder. Quer dizer, um Estado absolutista disfarçado, onde o poder está acima dos direitos, e os cidadãos se tornam súditos servientes abaixo da vontade do Estado, quer dizer, ainda, que o Estado já não é um instrumento do bem-estar dos cidadãos, mas um instrumento de poder nas mãos de uma casta.

Não há lugar, num Estado de Direito, para intangibilidades. 

Num Estado de Direito não há reis-Sois, não há lugar para Déspotas Esclarecidos; num Estado de Direito, sim, o Rei pode errar e deve ser investigado e responsabilizado pelos seus erros. Num …