quinta-feira, 12 de março de 2015

“Ao ver que algo não está certo ou justo, você tem a obrigação moral de fazer algo a respeito.” — Deputado John Lewis

UM ALERTA PARA O DIA 15!


Em 7 de março de 1965, aproximadamente 600 pessoas se uniram e saíram às ruas numa manifestação, marchando da cidade de Selma à Montgomery, nos EUA. Estas pessoas se uniram por um ideal, a igualdade de votos, nos termos da 15º Emenda à Constituição.
Neste dia eles foram agredidos e parados pelos policiais enquanto atravessavam a ponte Edmund Pettus, logo na saída de Selma. Muitas pessoas tiveram grave sina. O dia fora chamado de Domingo Sangrento.
Esses cidadãos, motivados por ideal maior que o próprio bem-estar, não desistiram e, liderados por Martin Luther King, voltaram a marchar por quase 90  quilômetros, duas semanas depois.
À medida que avançavam, mais e mais pessoas, movidas pelo espírito de liberdade e de igualdade, uniam-se à marcha. Quando chegaram a Montgomery, já eram aproximadamente 25mil pessoas.
A união e a força de vontade de pôr fim a uma política injusta, deu início a uma das mais importantes mudanças da democracia naquele país, fazendo os políticos da época, estimulados pelo clamor da população, mudarem seu comportamento.
Fora então que, após o clamor dos justos, promulgaram a Lei do Direito ao Voto de 1965.
Naquela primeira marcha do Domingo Sangrento, não havia apenas cidadãos comuns, como tu e eu. Mas um deputado, um homem cuja coragem integrou-se à coragem daqueles que o elegeram, e o impulsionou a dela participar.
Naquele mesmo dia este deputado teve, após severa agressão, o crânio fraturado.
Em recente entrevista, aquele deputado, John Lewis (75 anos), meio século depois, com brilho nos olhos, declara: “Eu não acho que, como um grupo, nós tínhamos a menor idéia de que nossos pés em marcha teriam um impacto tão grande 50 anos depois.
Eis o exemplo do poder de um povo que, consciente de que existem injustiças acontecendo, não se renderam ao infortúnio nem temeram o futuro, mas sentindo no peito a vida gritando para sair, entenderam que vale a pena lutar para viver livre.
Eis também o dever moral de um político que, não se rendendo ao injusto, une-se ao povo para clamar pela mudança, pelo fim daquilo que aprisiona e destrói uma nação.


 “Ao ver que algo não está certo ou justo, você tem a obrigação moral de fazer algo a respeito.” — Deputado John Lewis

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Agradecemos pelo comentário.