terça-feira, 3 de março de 2015

A desvalorização do Real Consequências imediatas VI


A balança comercial brasileira teve o pior índice de fevereiro desde 1980, a época da ditadura militar, quando a economia era fechada e o país, endividado com o exterior. Mesmo na recessão entre 2008 e 2011, nunca perdeu-se tanto espaço na economia e tantos negócios.

Fato é que mais de 80% destes problemas econômicos são responsabilidade do Governo.

Se somando a essa falta da administração pública (má gestão do Estado na economia), há o problema da corrupção e a perda do grau de investimento da Petrobras, o desemprego em alta e a ameaça de ajuste nas contas públicas.

O Banco Central decidirá, por esses dias, sobre os juros, no Copom, que certamente irão aumentar, e o índice inflacionário a ser divulgado pelo IBGE será de inflação alta.

Internacionalmente o Brasil se tornou sinônimo de risco de investimento, a maior desde a década de noventa (e até mesmo antes). A queda do desenvolvimento e a queda nos índices de confiança se avolumaram de forma a indignar a população e amedrontar o mercado internacional.

O povo, agora, tem de sujeitar-se à realidade e às decisões do Governo, que incluem ajustes fiscais elevando impostos, aumento de juros, cortes de investimentos, aumento de tarifas públicas, e aceitar perdas de conquistas, como o consumo de bens e serviços, lazer, viagens, e mais escola para os filhos, que agora parecem cada vez mais distantes.

Eis aí o resultado da má gestão, corrupção, queda de desenvolvimento, desvalorização da moeda e inflação.

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