terça-feira, 18 de junho de 2013

Uma luz no fim do túnel?


Vivemos dias que despontam certa luz no fim do túnel. 

Sim, luz. Pois a luz busca dissipar as trevas; e não há trevas tão forte que a luz esmaecida de uma vela não a possa dissipar. Sim, luz, mas só a vê quem busca encontrá-la. 

Aliás, uma ótima lição é a alegoria da caverna, de Platão (recomendo sua leitura). 

Enfim, parece que vêm se acordando, fartos de tantas injúrias, de tantas falcatruas, de tanta corrupção, de tanta impunidade, de tanta desorganização, de tanto descaso com o dinheiro do povo; povo que vem sendo oprimido com tantas formas tirânicas que já é digno de entrar nos livros de história como sendo um dos períodos mais tenebrosos da história deste País. 

Tem-se acesso à escola, mas não à educação, se tem acesso à formação profissional, não se têm a empregos; tem-se acesso a crédito, mas não têm meios de pagar essas dívidas; temos auxílios do governo, mas não temos como sair da mendicância; temos Leis, mas não a sua aplicação prática; criminosos condenados nos mais altos postos do governo da nação; temos liberdade de partidos políticos, mas não temos políticos e políticas confiáveis. Temos uma Constituição, mas não se obedece nem se busca a sua vontade (juristas, leiam e entendam!). 

Chegará às urnas tal descontentamento, tal indignação? Se vivêssemos num país onde a corrupção não estivesse tão arraigada, eu diria que a esperança nutriria esta possibilidade, mas sabemos que as urnas também vêm manchadas com o sangue da democracia, por fraudes (se têm dúvida, vejam as auditorias multidisciplinares que já foram feitas nos sistemas de urnas eletrônicas do Brasil e tire suas conclusões! Veja a recusa de uso deste sistema por diversas democracias, e tire suas conclusões!). 

Então, o que fazer? 

Primeiro, vigiar, sempre. Segundo, pedir a DEUS que nos livre e guarde de todo mal. Por fim, jamais se conformar com este sistema corrupto, jamais permitindo o desvirtuamento de nossa democracia, da liberdade de imprensa, da liberdade de pensar diferente, de crer, de sonhar, de não aceitar as roubalheiras, as mentiras institucionalizadas, os discursos superficiais que usam a miséria como pano de fundo, nem a degeneração do bem. E, se preciso for, sair às ruas! 

E vocês, policiais militares, vocês, policiais civis e federais, vocês, do exército e demais forças armadas, sejam o braço forte da democracia e do povo, sejam os guardiões do Estado de Direito, como bem estabelece nossa CONSTITUIÇÃO, e não coniventes com o sangue derramado pela corrupção, o sangue de órfãos e viúvas do nosso País. 

Assim, e somente assim, essa indignação, que deve ser sempre mostrada, chegará, finalmente, onde deve chegar. Não vamos, agora, depois desse enorme passo, “deixar a peteca cair”. 

Parabéns Cidadãos Brasileiros.

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