sexta-feira, 4 de maio de 2012

A doce liberdade


Às vezes me pergunto se tudo não passa de um terrível pesadelo. Depois de tantos esforços de nossos pais para garantir nossa liberdade, para garantir o direito de ser livre, pela lógica, vejo que estamos voltando à idade das trevas, e o que é pior, parece que estamos nos entregando para a uma escravidão voluntária. 



Sensores em nossos carros dirão onde, quando e como vamos; pedágios dentro das cidades? Não poderei mais ir onde quero livremente? Câmeras de vigilância nas ruas; sensores e leitores em aeroportos já dizem até o que estamos pensando pela telemetria . Somos considerados bandidos em potencial, aliás, já acham que o somos, pelo próprio movimento de desarmamento; podemos ser reféns de bandidos a qualquer tempo, mas eles não são desarmados pelo Estado. É mais fácil tomar de quem é bom do que dos vilões; é como tirar doce de criança. 

Proibirão os pais de educar os filhos (as palmadas já são consideradas o próprio mal encarnado), quem sabe o Estado (agora um Leviatã) os tomará para si, como o Nazismo fez, formatando-os como quiser. Aliás, a própria “educação” já é estatizada e burrificada (Leiam o livro Maquiavel Pedagogo). 

Logo, pelo andar da carruagem, já não se terá a liberdade de crença, nem dentro de nossas próprias casas. Impor-se-á uma religião politicamente correta, avalizada pelo Estado, comum a todos? O sincretismo é a saída para o Estado poder controlar também seu interior? Qual será a indulgência? 

A liberdade de tráfego na internet está ameaçada, logo estarão (se já não estão há tempos) monitorando o que se vê ou não nela, os e-mails etc., o próximo passo será o telefone (como já fazem alguns países totalitários). Quem sabe não colocarão também uma câmera dentro de sua casa para que você se apresente à ela regularmente para ser controlado (alguma similaridade com o Livro 1984?)? 

Pela falácia do aquecimento global de causa humana já não se pode ter sacolas plásticas para transportar o que se compram nos mercados, milhões de litros de poluentes despejados pelas indústrias petrolíferas nos mares destruindo a vida marinha e costeira, armas nucleares, lixo nuclear que pela quantidade existente tem o potencial de exterminar a vida na terra, e nós é que poluímos o meio ambiente com sacolinhas?

Claro que sou e sempre fui adepto de cuidar do nosso amado planeta, mas convenhamos, a razão não me permite acreditar em algo tão absurdamente pueril. Logo, então, ditarão o que se pode comprar ou não nos mercados, ou o que se pode ou não comer para não poluir; a carne será um mal a ser extirpado, como o cigarro está sendo? Já não nos fazem comer alimentos modificados geneticamente? Alguém conhece e já leu o Codex Alimentarius?

Depois, com o fim da moeda de papel, monitorarão o que você compra ou não, quanto compra, onde e quando (A RF e o BACEN já sabem disso, acreditem os que usam cartões). 

Imporão às pessoas o uso de micro-chips subcutâneos? Parece um retorno à marcação a ferro quente que se faziam nos escravos, uma vil atitude daqueles que se acham senhores dos outros . 

Estamos vendendo nossa liberdade por preço vil, uma prisão disfarçada de bem-estar, sequer pensamos nas conseqüências de determinadas atitudes, deixamos que alguns poucos decidam por nós como viveremos e até quanto viveremos. 

Você acredita que ainda é livre? Logo se aplicará um direito penal do inimigo acabando com o direito penal da culpa. Acha que vai demorar ou que não se implementará uma política eugenista (como fez o Nazismo)?, apenas os melhores, os adaptados, os socialmente aceitos serão úteis. Acredita mesmo que as políticas que vemos hoje desencadearão um mundo de paz e amor? 

Torço para estar errado.


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