sexta-feira, 10 de junho de 2011

DESBRAVADOR DE ALMAS

Depois de tanta noticia péssima, decidi postar esta poesia que escrevi há alguns anos.


Vós, Bandeirantes,
Valentes e brilhantes,
Fortes e gigantes,
Ouvi e dizei.

Vós, destemidos,
Dos bravos, amigos,
Dos fracos, a sorte,
Dos maus, a morte,
Ouvi e dizei.

Qual de vós
Que aqui estais,
Por mais forte que seja,
Desbravaram herdades
Que à alma pertencem?

Qual dentre vós,
Dizei em alta voz,
Tomou pela força,
Terreno feito qual
Montanha mais alta?

Fostes valentes o bastante
Para dor aviltante
Do ataque fulminante
Do temido Canguçu
Quererdes enfrentar!

Mas dizei-me agora,
Sem mais demora,
O cerne da alma
Pudestes penetrar?

Se o mais valente
Que dentre vós estais
Não pode proclamar
Que herdades estas desbravou,
Qual valor tendes vós?

Ouvi e entendei
O que vos direi
Da força e valentia
Que hoje homens guia.

Nada se pode fazer,
Sobre estas herdades
Que vos interrogo hoje,
Por coragem e valentia,
Força ou euforia.

Porque a’lma humana,
Não se desbrava como as matas,
Não se conquista com guasca,
Nem com foice ou faca,
Ou com qualquer arma que retereis.

O cerne da alma, sabei vós,
Só se conquista com a calma,
Com branca pura alma,
Com sacro terno amor.

(foto fonte: http://segredosnanatureza.blogspot.com/2010/09/os-segredos-da-natureza-floresta.html)

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