quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Caixa confirma dados negativos do programa Minha Casa, Minha Vida

Caixa confirma dados negativos do programa Minha Casa, Minha Vida

 
JOSÉ AC SILVA

No interior de São Paulo estão sendo feitas milhares de casas populares, tendo um prazo para entrega. As empreiteiras demoram para iniciar as construções muitas vezes por falta de infraestrutura como: ligações elétricas, esgoto, guias e sargetas. Um balconista que ganha 600 reais foi na Caixa com a intenção de adquirir uma casa e foi informado que deveria pelo menos ter uma renda de 1500 reais. Muitas pessoas querem sair do aluguel e procuram financiamento, encontrando dificuldades para efetuá-lo. Para pleitear um financiamento pela CEF (Caixa Econômica Federal) é necessário informar o tipo de financiamento e fornecer os documentos exigidos para que o banco faça uma pesquisa a cerca da situação cadastral da pessoa e do imóvel. Nesta pesquisa é verificado se a pessoa tem condições de pagar o imóvel e não tem pendências com os órgãos reguladores de crédito. Em muitos casos de financiamento, para adquirir a casa são obrigados a abrirem conta corrente e fazer seguro de 220 reais ou um título de capitalização.

Se o trabalhador optar pelo programa do governo federal, Minha Casa Minha Vida, ele pode ter inclusive o nome sujo. Sobre este programa, a Caixa Econômica Federal confirmou que é muito baixo o volume de casas entregues na faixa de renda de até três salários mínimos, onde se concentra 90% do déficit habitacional. Segundo a própria Caixa, até hoje foram entregues 3.588 casas de uma meta de 400 mil unidades.
Reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” de sexta-feira apresentou dados negativos sobre a construção de casas populares, com dados até 30 de junho.

A Caixa informou que estão em fase final de execução 114.228 mil unidades. A instituição alega que existe um “hiato” de tempo entre a assinatura de contrato e a construção da casa. Segundo o banco, esse tempo varia de 12 a 24 meses, dependendo “da especificação dos imóveis e das condições climáticas”, entre outros fatores. Leia a nota na íntegra:

“Em relação à matéria “Caixa esconde números desfavoráveis ao governo”, publicada no jornal Folha de São Paulo (13/08), a Caixa Econômica Federal esclarece dois importantes aspectos abordados na reportagem, como se segue.
O primeiro deles é que, necessariamente, existe um hiato de tempo entre a assinatura de um contrato para a produção de um empreendimento habitacional e a efetiva conclusão e entrega das unidades correspondentes. Esse prazo varia, entre 12 e 24 meses, em função da quantidade de unidades, da especificação dos imóveis e das condições climáticas, dentre outros fatores.

O MCMV (Programa Minha Casa, Minha Vida) foi lançado em março/2009 e as propostas, ainda em pequena quantidade, começaram a ser entregues à CAIXA em abril/ 2009. Transcorrido pouco mais de um ano, o número de unidades que chegaram ao cliente final até hoje é de 3.588, na faixa de 0 a 3 salários mínimos. É importante destacar que 93% das obras contratadas já estão em execução e 114.228 imóveis dependem apenas da finalização de obras e de documentação legal para serem repassados às famílias, o que será feito até o fim do ano. Ainda em agosto corrente, o número de unidades contratadas irá superar 600 mil.

No que se refere ao crédito imobiliário como um todo, até 06/08/2010, a CAIXA contratou R$ 41,2 bilhões, volume que representa mais de 87% de todo o valor realizado em 2009, que foi de R$ 47,05 bilhões, e indica um crescimento de 105%, com relação ao mesmo período do ano passado. Esses dados, extremamente favoráveis, por si só evidenciam que não há o que se esconder ou omitir. Muito pelo contrário, sinalizam que, no corrente ano, mantida a sequência sustentável, a CAIXA baterá seu próprio recorde de contratações e investimento.

Por fim, as informações acima são públicas e frequentemente divulgadas – trimestralmente, após entrevistas coletivas e também diariamente, como resultado de dezenas de demandas de diversos veículos de comunicação atendidas pela Assessoria de Imprensa, o que comprova o trabalho transparente da CAIXA.”

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