sábado, 24 de abril de 2010

LEVANTE DA MORTE MEU IRMÃO!...


DE CAIO FÁBIO 

O sentimento de impotência que experimento todos os dias lendo cartas e cartas, é imenso, embora, injustificado.
Sim, pois, de fato, salvo algumas exceções, a maior parte dos problemas não é problema para quem tem fé e sabe da esperança da glória de Deus; e, nela vive e nela espera!...
A questão, no entanto, é que os “cristãos” se tornaram gente sem esperança eterna e sem alegria na esperança da glória que em Jesus nos está reservada.
Assim, como nos foi dito pelos “profetas das ilusões”, no mundo não teríamos mais aflições...
Foi-nos dito que o poder de palavras de determinação resolveria tudo, que as ordens dadas pela “fé rehma” iriam solucionar todas as coisas, que Deus designou cada crente para ser líder da vida, que no Senhor prosperidade e dinheiro não se separam, que toda dificuldade é encosto, que toda desgraça é para os outros, que na “terra de Gósem” dos crentes praga alguma chegaria, que marido algum trairia, que filho algum escolheria errado, que depressão nenhuma chegaria, que pânico é apenas para incrédulos; e que a existência seria protegida de todos os infortúnios...
Afinal, assim nos disseram os “profetas do engano”, os quais, hoje, ante a calamidade, não se dignam a responder uma carta a quem os escreva dizendo: “Aceitei, declarei, pulei, e me estrepei... Ajude-me!...”
Desse modo, tendo sido embalados na rede dos enganos e das fantasias, quando o mundo real bate à porta, a maioria pergunta: Por que Deus está me tratando assim?...
Então, vêm os conflitos, as perguntas, as depressões sem cura, os pânicos sem causa, os medos, os sentimentos infantis e fantasioso de perseguição celestial apenas porque a existência é “normal” com os crentes...
Paulo já dissera [mas não se creu] que se a nossa esperança em Cristo for apenas esperança de ganhos e prosperidades neste e para este mundo, sem a vida calçada na alegria da eternidade e da ressurreição, ninguém conseguiria ser mais infeliz na vida do que tal crente sem Deus e sem eternidade como alegria e galardão.
Assim, a cada frustração [e só haverá frustrações tendo tais mentiras como promessas] maior é a desilusão e a fragilidade emocional e psicológica dos crentes...
Tem gente de mais de 60 anos com raiva de Deus porque a mãe de 85 morreu... Vê se pode!... Sim, tamanho é o surto de irrealidade e fantasia que você vê gente chorando apenas porque a vida seguiu seu curso natural e inevitável...
Todos os dias recebo pelo menos duas ou três cartas de gente me falando em suicídio...    
As razões?...
O marido saiu de casa, os filhos não são atenciosos, o dinheiro está pequeno, os planos não deram certo, a vida está passando na terra e a pessoa não conseguiu “ser alguém”...
Sim, em geral essas são as razões!...
Outro dia mostrei a história do Pastor Zapata, um homem sem nada, mas rico de tudo... Sim, o fiz para ver se as pessoas enxergam como é diferente a vida que se alimenta da eternidade, e não das contigencialidades deste mundo.
Há dois dias postei outro texto no mesmo espírito, a fim de provocar a consciência de que a existência neste mundo não é bolinho, e quem pensa diferente está em rota de morte em razão do acumulo de frustrações.
Minha preocupação cresce, pois, de fato, a vida ainda está boa, ainda está longe de ser o que se tornará... Ora, se em lenho verde todos já estão assim..., que não será em lenho seco?... Sim, se em tempos de paz, andando a pé, cansam-se, como será quando tiverem que viver sem chão?...
A maioria escreve dizendo “sou ovelha do pastor tal e tal” e membro da “igreja tal e tal”... A vontade que me dá é de enviar a carta ao pastor, ao lobo das ilusões, ao diabo eclesial que vendeu tamanha mentira para as pessoas, mas que depois foge de saber as implicações desastrosas na vida dos enganados...
Enquanto os crentes não se converterem ao céu, à eternidade, à glória, à alegria do galardão e do novo nome, e enquanto não aceitarem que neste mundo falta tudo, menos aflições, então, creia: o nível de desespero vai crescer tanto, que, não raramente veremos crentes se suicidando...
Portanto, repito:
Sem eternidade nenhum ser humano consegue ser mais infeliz na Terra do que o crente sem transcendência e sem glória como alegria eterna no coração.
Sem glória, sem eternidade, o prognostico é triste e inescapável: depressão, medo, pânico, desesperança, angustias sem causa, sentimento de vitimização, de ludíbrio, de engano e forte desejo de morrer...
A outra via dessa existência sem a esperança da glória de Deus é a frouxidão e a promiscuidade suicida...
Ora, a conta tem que ser mandada para todos os pastores e igrejas das Prosperidades e do culto ao Imediato!
Eles deveriam pelo menos pagar o caixão e o sepultamento dos irmãos!...
Agora, não tem mais apelação... Ou será conversão ao Evangelho da esperança da gloria de Deus, o qual nos dá poder para nos gloriarmos nas próprias tribulações, ou, então, a alternativa será o que já se divisa: milhares de crentes deprimidos, panicados e com forte desejo suicida no coração.
Veja do que é feita a sua fé... Veja o que existe de Evangelho em você... Veja se você fala de salvação apenas para não encarar o fato de que você morre de medo de morrer... Veja se seu discurso sobre Jesus não é apenas o disfarce de sua profunda falta de sentido e esperança em tudo...
Sim, veja; examine-se; e, ao final, pergunte: “Será que tudo isto que eu chamo de problema não é apenas a minha ilusão de vida, que não suportou os embates da existência, em razão de minha deliberada alienação?”
Sei apenas o seguinte:
Sem a esperança da glória de Deus tudo o que sobre para um ex-cristão existencial [sim, pois gente assim já não tem fé] é o cristianismo mundano, de esperanças falidas..., e que não suportam a verdade dos fatos da existência pura e simples!
Chegará a hora em que o que aqui digo será tão esmagadoramente obvio que parecerá “lugar comum”...
O problema é que tal “lugar comum” é também uma “vala comum”...
Pense nisso e tome a sua decisão de vida!...

Nele, que não pediu ajuda a nenhum engano para dizer como seria e é a vida,

Caio
23 de maio de 2009
Lago Norte
Brasília
DF
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