terça-feira, 21 de julho de 2009

Lágrimas e o caminho da vida


Não são vãs as lágrimas derramadas na semeadura. Neste momento da existência humana onde se busca a analgesia para quase tudo na vida, as lágrimas parecem criar certo sentimento de ojeriza, vergonha, fraqueza. Acontece que muitos deixaram de plantar por causa da dor causada pelo semear. Ser humano é natural, é de nossa natureza humana (é uma redundância boa), significa que não somos impassíveis, destituídos daquilo que nos diferencia de uma pedra. Digo, primeiro à minha alma, e a você: não desistamos da semeadura do amor, nem deixemos de lado o arado, pois a colheita será com alegria. Se estivermos no caminho do plantar amor, o prantear em e pelo amor é algo bom, ainda que dores incidam sobre a alma. Até O Senhor chorou ao ver o amigo morto (ainda que na existência, para Ele, não estivesse morto).
Que nosso choro regue a terra, e amoleça os corações, pois o caminho do plantio é o caminho de casa. Choremos se doer, não temamos a dor, mas se chorarmos temos Alguém que chora conosco e que enxuga todas as lágrimas. Choremos, mas tenhamos alegria na alma, pois somente os que choram serão consolados. Choremos, mas exultemos, pois nosso lar está próximo. (“Longa, longa viagem, Lá em lugar nenhum. Longo, longo caminho a seguir. Mas o que são suspiros, e o que é tristeza para o coração que está indo para casa?...” - Enya).

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